O Segredo Fofinho

Era uma noite calma, com estrelas piscando bem devagar. Um leão muito manso achou uma melancia redonda no meio do jardim e disse: “Que fruta grandona!”
Perto dali, um boneco de neve sorria, mesmo sem fazer frio. Ele segurava um abacate verdinho e parecia esperar alguém para brincar.
De repente, a melancia fez “toc, toc, toc” por dentro. O leão abriu os olhos bem grandes, o boneco de neve abraçou o abacate, e todos ficaram quietinhos, querendo saber quem estava lá dentro...
O leão respirou fundo e colocou a pata na melancia. “Vou abrir bem devagarinho”, ele sussurrou. O boneco de neve chegou mais perto, segurando o abacate como se fosse um travesseiro. Crac... crac... a casca da melancia começou a se abrir só um pouquinho.
Lá de dentro saiu uma luz rosa, macia como algodão-doce. Depois, todos ouviram uma risadinha bem fina: “Oi?” O leão sorriu, o boneco de neve piscou feliz, mas ninguém ainda conseguia ver quem estava escondido ali dentro...
Então o leão abriu a boca e cantou bem baixinho: “Lá, lá, lá, pode sair, amiguinho, estamos aqui!” A música era doce como mingau quentinho. A luz rosa brilhou mais forte, e de dentro da melancia apareceu um coelhinho pequeno, fofinho, com orelhas brilhantes.
“Eu estava com vergonha”, disse o coelhinho. O boneco de neve sorriu e deu o abacate para ele abraçar. O leão continuou cantando, e todos começaram a dançar devagar no jardim: o coelhinho pulava, o boneco girava, e as estrelas piscavam como se batessem palmas.
Depois, eles fizeram uma caminha macia com folhas e casca de melancia. O coelhinho bocejou feliz e disse: “Agora tenho amigos.” O leão deitou perto dele, o boneco de neve ficou vigiando com carinho, e todos dormiram tranquilos sob o céu estrelado. Fim.